Inovação


Outro dia li no site Blue Bus uma nota a respeito de um vídeo muito interessante chamado “Story of Stuff“, ou, em português, “A História das Coisas“. É um vídeo que vale muito a pena ver e encaminhar aos amigos. E, mais do que tudo, vale para pensar na forma como agimos. Não se intimide com os 21 minutos de duração, a mensagem vale cada segundo.

Este site é voltado a pequenas e médias empresas, e seus empresários fazem parte da cadeia produtiva. O vídeo é uma boa reflexão para pensarmos em nosso papel de produtores e consumidores. Será que estamos vivendo da melhor maneira? Será que estamos agindo corretamente? Este é o mundo que queremos para nós e para as futuras gerações?

O teletrabalho é uma realidade nos dias atuais e oferece muitos benefícios para empresas e funcionários. Mas o que é exatamente o teletrabalho? E quais são suas vantagens? Para introduzir este assunto publico abaixo um texto de Manuel Martin Pino Estrada, um estudioso que pesquisa o teletrabalho e os seus impactos no dia-a-dia. Este texto foi originalmente publicado no blog Chega de Trânsito.

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Definição e vantagens do teletrabalho

Por Manuel Martin Pino Estrada

1. Definição e características

Define-se teletrabalho como a transmissão da informação conjuntamente com o deslocamento do trabalhador, através de antigas e novas tecnologias da informação,  em virtude de uma relação de trabalho, permitindo a execução à distância, prescindindo da presença física do trabalhador em lugar específico de trabalho.

Teletrabalhador é aquela pessoa que desenvolve atividades laborais através de antigas e novas tecnologias de informação e comunicação, distante da sede da empresa ou da pessoa física à qual presta serviços(1).

O teletrabalho assenta num novo paradigma, em que o trabalho deve ir ao encontro do trabalhador em vez de ser este a ter de ir diariamente ao encontro do trabalho. Essencialmente, baseia-se numa descentralização física acompanhada por uma descentralização da informação, o que hoje se chama uma forma de trabalho distribuída(2).

Sendo, por isso, uma atividade profissional exercida à distância, graças à utilização interativa das novas tecnologias de informação e de comunicação (TIC), que diz respeito ao “trabalho por conta de outrem ou independente, e interessa a todas as tarefas que compreendam a utilização, tratamento, análise, ou produção de informação”(3).

Estas definições ajudam-nos a acentuar quatro componentes fundamentais, ao conceito do “teletrabalho”, a saber:

i) Por um lado, o fato de se exercer à distância, por intermédio de infra-estruturas de telecomunicações, com efetiva deslocalização física do exercício ou da prestação do trabalho;

ii) Com a utilização das tecnologias de informação e de comunicação (TIC) de modo interativo, diferido ou direto, que “tem provocado uma transformação da natureza e das condições de exercício do trabalho, com crescente intermediação das redes de pessoas e de tecnologias para se viver e trabalhar à distância, no fundo para teletrabalhar”.

iii) Por outro, a flexibilidade do/no exercício do trabalho, no que diz respeito às suas variadas formas ou modalidade de exercício e de tempo de realização. A flexibilidade no exercício do trabalho, emerge como uma das componentes mais importantes no teletrabalho, no exato sentido em que coloca em causa a organização tradicional do trabalho, com transformação da natureza das atividades humanas através da desmaterialização desse mesmo trabalho

iv) Por fim, e decorrente da necessidade de existir “interesse econômico para as empresas” e para as pessoas, pensamos ser importante acrescentarmos uma perspectiva de melhoria econômica e de produtividade no trabalho prestado, assente na idéia de redução de encargos financeiros, de esforços, de energia, de recursos, de tempos, etc (4).

Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT) o teletrabalho é qualquer trabalho realizado num lugar onde, longe dos escritórios ou oficinas centrais, o trabalhador não mantém um contato pessoal com seus colegas, mas pode comunicar-se com eles por meio das novas tecnologias (5).

2. Vantagens do teletrabalho

2.1. Para a empresa, as vantagens são as que seguem:

a) Redução em despesas com imobiliário pela diminuição do espaço no escritório;
b) o teletrabalhador dificilmente estará “ausente”;
c) oportunidade para a empresa operar as 24 horas globalmente;
d) em caso de catástrofes que não bloqueiem as telecomunicações, as atividades feitas pelos teletrabalhadores não sofrerão suspensão;
e) maior motivação e produtividade  dos empregados;
f) redução dos níveis hierárquicos intermediários, possibilitando conservar o pessoal mais qualificado, oferecendo-lhe melhores vantagens de localização.

2.2. Para a sociedade e o governo são as seguintes:

a) Geração de empregos;
b) diminuição nos congestionamentos nas grandes cidades, especialmente nos horários de rush;
c) redução da poluição ambiental;
d) maior quantidade de empregos nas zonas rurais;
e) redução com os gastos de combustível;
f) melhor organização do território;
g) promoção e desenvolvimento dos subúrbios e das regiões rurais.

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Notas:

(1) Definições feitas pelo autor.
(2) LANCASTRE, José Garcez de. Estudo sobre as Modalidades Distribuídas e Flexíveis de Trabalho no Contexto Empresarial Português – O Teletrabalho. Fundo Social Europeu e Governo da República Portuguesa. Lisboa – Portugal, 2006.
(3) RUBINSTEIN, Michel. L ´impact de la domotique sur le functions urbaines. Fondation Européenne pour Famélioration dês conditions de vê et de travail. Dublin – Irlanda, 1993.
(4) LEMESLE, Raymond Marin & MAROT, Jean Claude. Le Télétravail. PUF, Collection Que sais – je?, Paris – França, 1994
(5) GBEZO, Bernard E. Otro modo de trabajar: la revolución del teletrabajo. Trabajo, revista da OIT, n. 14, dez de 1995.

O professor Yochai Benkler fez uma palestra no TED a respeito do rumo que a economia está tomando nos dias de hoje, falando principalmente do impacto dos projetos colaborativos como a Sociale. Para ele, projetos desse tipo estão criando uma nova ordem econômica, na qual indivíduos podem concorrer em pé de igualdade com indústrias gigantescas. O vídeo tem cerca de 18 minutos e está em inglês. Para ver, clique aqui.

É muito interessante para empresas de todos os tamanhos. Devemos pensar em como utilizar esses projetos a favor de nossas empresas, ou mesmo pensar em criar algo utilizando o conceito de colaboração. Ainda há espaço para muitas iniciativas.

Artigo de minha autoria publicado no site Webinsider. Para ler no site original, clique aqui.

Propaganda: um modelo novo entre agência e cliente?

26 de fevereiro de 2008, 16:59

Utilizando o conceito de comunidades, sites permitem que empresas interessadas em anunciar preencham um briefing para materiais de comunicação e campanhas e estipulem um preço. Do outro lado, profissionais aceitam o risco e apresentam sugestões.

Por Franco Rosário

Algum tempo atrás, quando começou a chamada web 2.0, o conceito de “propaganda colaborativa” significava a mesma coisa que “propaganda gerada pelo consumidor”. Dentro desta visão, ficou famoso o comercial do salgadinho Doritos, exibido no intervalo do Superbowl, nos Estados Unidos, em fevereiro de 2007.

De uns tempos para cá, entretanto, o conceito está sendo modificado com a criação de sites que misturam serviços de publicidade e comunidade, com impactos para o mercado como um todo.

O primeiro site com este novo conceito foi o brasileiro Sociale Comunicação, lançado em dezembro de 2006, seguido pelo OpenAd. Embora com algumas diferenças, ambos os sites reúnem, de um lado, empresas com necessidades de comunicação, e, de outro lado, profissionais criativos capazes de suprir essas necessidades. Praticamente um ano depois, em novembro de 2007, surgiu o BootB, com aspirações mundiais e seu site em várias linguas.

O funcionamento dos três sites é parecido. Tratando mais especificamente da Sociale, cada trabalho funciona como uma pequena concorrência. O cliente escolhe o material que deseja e preenche um briefing detalhando a peça. O pedido é então publicado no site e exibido aos profissionais criativos. Aqueles que se interessarem pelo trabalho criam sugestões para o material solicitado e mostram ao cliente, que escolhe a opção que mais gostar. O profissional criador da solução vencedora fica com o dinheiro do trabalho.

O grande diferencial do sistema é que não é mais o criativo quem estabelece o valor da criação, mas o cliente. Ele é quem informa o valor que está disposto a pagar. E, por outro lado, os profissionais criativos optam por participar apenas dos trabalhos que quiserem, podendo rejeitar aqueles que, por exemplo, oferecem uma remuneração baixa. Tem-se, assim, um sistema que se auto-regula.

Implicações para empresas e profissionais

Todos os envolvidos neste novo modelo possuem benefícios e correm riscos que podem ser calculados. O principal benefício é que há uma democratização dos serviços de publicidade. Empresas de todos os tamanhos podem utilizar o sistema, uma vez que o valor é estabelecido por elas. Além disso, os profissionais de criação também são livres para escolher fazer apenas os trabalhos que lhes interessam.

Quanto aos riscos, um cliente pode ficar sem receber opções criativas para um determinado trabalho cujo valor seja muito baixo ou que demande muito esforço. Já os profissionais criativos podem, por exemplo, participar de muitos trabalhos sem terem suas opções escolhidas em nenhum. O mais importante, entretanto, é que há liberdade para todos os envolvidos e a possibilidade de tomar as próprias decisões.

Como todo modelo novo, este recebe elogios e críticas. Se por um lado há aqueles que entendem que muita liberdade faz bem, outros acreditam que ela pode até causar uma desvalorização dos serviços de publicidade.

Discussões à parte, a propaganda colaborativa vem ganhando cada vez mais espaço na mídia e entre as empresas e profissionais. Qual a sua opinião?

[Webinsider]

Saiu recentemente no Blue Bus uma notícia praticamente sem importância sobre o Facebook:

Escritorio do MySpace em Sao Paulo terá mesa de peboblim 09:30 Uma mesa de pebolim foi encomendada para ser instalada no escritorio brasileiro do MySpace, que coisa mais antiga, lembra as startups de antes da bolha ;- ). A nota é dada pela Monica Bergamo hoje na Folha, aqui para assinantes, e diz que a operaçao, com endereço na Vila Olimpia, será comandada por Emerson Calegaretti, ex Google Brasil, e terá 10 funcionários para tocar produçao de conteudo e vendas publicitárias. 26/11

Para quem não sabe, o Facebook é um site de comunidade (ou rede social) que esteve na mídia há pouco tempo depois que a gigante Microsoft comprou 1,6% de participação na empresa pela bagatela de 240 milhões de dólares. É uma empresa nova e considerada inovadora, a cara dos empreendimentos da chamada web 2.0.

Entretanto, apesar de ser tão moderna, continua pensando de forma antiga. A empresa escolheu o mesmo caminho de tantas outras e resolveu abrir um escritório em um bairro caro e mal atendido pelo transporte público. Além de pagar caro pelo aluguel do seu espaço, seus funcionários vão levar longas horas para se deslocar de casa para o trabalho, enfrentando um trânsito terrível.

É muito difícil criticar uma empresa que vale 15 bilhões de dólares, mas acredito que ela poderia pensar em novas formas de trabalho. É muito bom ter um ambiente de trabalho agradável, com mesas de pebolim, sofás, salas de descanso etc. Mas isso não é suficiente. Acredito que os empresários devem se preocupar com a qualidade de vida de seus funcionários de uma forma mais holística. O Facebook poderia pensar, por exemplo, em oferecer a possibilidade de seus funcionários trabalharem em casa para evitar pegar trânsito e perder tempo em deslocamentos pela cidade. Ou então oferecer liberdade de horários.

É responsabilidade dos empresários encontrar soluções para melhorar a qualidade de vida de seus funcionários. Isso  aumenta inclusive a produtividade da empresa. Sugestões, escreva nos comentários.

Outro dia assisti a uma reportagem no canal Globo News sobre o escritório do Google no Brasil. Segundo o apresentador, a empresa é “um exemplo de administração criativa e flexível”. No escritório há mesas de pebolim no refeitório e os funcionários podem decorar seus espaços usando verba da própria empresa. Além disso, refrigerantes e doces são consumidos à vontade, também por conta da marca mais valiosa do mundo. Tudo é criado com o objetivo de fazer com que os funcionários se sintam bem e não tenham vontade de ir embora, explica a repórter.

Sendo o Google uma das empresas mais admiradas da atualidade, e aquela cuja marca tem maior valor, a forma como seu escritório e seus funcionários são administrados deve servir de exemplo para as outras empresas. E não é preciso ser uma multinacional para agir desta forma: pequenas e médias empresas podem fazer igual.

Analisando o “modo Google” de gerenciar seus recursos humanos podemos levantar algumas ações que sua empresa pode tomar e que levarão seus funcionários a ficarem mais satisfeitos:

1. Permita a liberdade de expressão: permita que cada funcionário decore seu local de trabalho com os materiais que quiser, que ele se sinta livre para se expressar. Sua empresa não precisa ajudar financeiramente, basta permitir esta atitude. Um local de trabalho agradável ajuda a aliviar o estresse.

2. Ofereça um espaço para relaxamento: pode ser uma sala equipada ou um simples sofá confortável. Um funcionário é mais produtivo se pode descansar após o almoço e se preparar para o período da tarde.

3. Crie um ambiente amistoso: segundo o próprio presidente do Google no Brasil, os funcionários produzirão mais se gostarem da empresa e se sentirem bem trabalhando nela. Assim, cuide para ter um ambiente de trabalho agradável.

Esta atitudes do Google podem ser tomadas pela sua empresa e prometem aumentar sua produtividade. E, o que é melhor, custam muito pouco ou nada para serem colocadas em prática. Experimente.

Link: Blog do Google Brasil – http://googlebrasilblog.blogspot.com/

Em março escrevi no blog a respeito de uma campanha da Blendtec que utiliza o YouTube como forma de divulgação, leia clicando aqui.

Na segunda-feira o Blue Bus publicou uma nota sobre o sucesso da campanha, leia abaixo. Uma prova de que, utilizando-se os novos meios de comunicação com inteligência e criatividade, é possível obter ótimos resultados. E tudo isso com um valor de investimento que qualquer empresa pode pagar.

Por 50 dolares gerou mais de 19 milhoes de views só no YouTube 12:15
A Blendtec, fabricante de liquidificadores e outros eletroportáteis, investiu apenas U$ 50 na campanha de video online ‘Will it blend?’, anterior aqui. Começou como uma brincadeira interna em que um iPod era triturado no liquidificador e já gerou mais de 19 milhoes de views no YouTube e outros 18 milhoes no site da açao. O numero e a variedade de itens colocados dentro do liquidificador para serem reduzidos a pó passa por latas de cerveja, comida, bonecas, lâmpadas e bolas de golfe. Há mais de 30 mil cadastrados a espera de serem avisados por email sobre novos videos – atualmente sao mais de 50 clipes. E a participaçao do publico é intensa – segundo a companhia “centenas de milhares” de pessoas já sugeriram novos itens para serem batidos no liquidificador. Com informaçoes do DMNews. 02/07 Blue Bus

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