Outro dia li no site Blue Bus uma nota a respeito de um vídeo muito interessante chamado “Story of Stuff“, ou, em português, “A História das Coisas“. É um vídeo que vale muito a pena ver e encaminhar aos amigos. E, mais do que tudo, vale para pensar na forma como agimos. Não se intimide com os 21 minutos de duração, a mensagem vale cada segundo.

Este site é voltado a pequenas e médias empresas, e seus empresários fazem parte da cadeia produtiva. O vídeo é uma boa reflexão para pensarmos em nosso papel de produtores e consumidores. Será que estamos vivendo da melhor maneira? Será que estamos agindo corretamente? Este é o mundo que queremos para nós e para as futuras gerações?

Divulgação de outros dois cursos que irão acontecer na Morada da Floresta:

O Processo de Tomada de Decisões por Consenso

13 e 14 de setembro (sábado e domingo)

Carga horária: 18 horas divididas em 4 blocos
Horário: das 8:30 às 18:30 horas
Valor: R$ 170,00 para depósitos até o dia 05 de setembro ou
R$ 190,00 para inscrições e depósitos depois do dia 05 de setembro

10% do valor do curso pode ser pago em moedas Cristais

Incluso certificado reconhecido pelo IIFAC e almoço vegetariano.

* O curso de Consenso é introdutório ao curso de Facilitação e Resolução de Conflitos que acontecerá nos dias 20 e 21 de setembro.

Facilitação e Resolução de Conflitos

20 e 21 de setembro (sábado e domingo)

Carga horária: 18 horas divididas em 4 blocos
Horário: das 8:30 às 18:30 horas
Valor: R$ 170,00 para depósitos até o dia 05 de setembro ou
R$ 190,00 para inscrições e depósitos depois do dia 05 de setembro

10% do valor do curso pode ser pago em moedas Cristais

Incluso certificado validado pelo IIFAC e almoço vegetariano.

* O curso de Facilitação e Resolução de Conflitos é complementar ao curso de Tomada da Decisões por Consenso que acontecerá nos dias 13 e 14 de setembro.

Pablo Bedmar (Espanha) – ativista para a Paz nômade, facilitador de processos grupais, danças circulares do Mundo, cerimônia de temazcal e permacultor. Se dedica desde o ano 1997 a trabalhar internacionalmente (Europa, América Central e do Sul) como educador nas áreas de comunidades sustentáveis e artes cênicas. Associado desde 2001 ao Instituto Internacional de Facilitação e Consenso (www.IIFAC.org), e coordenador da Caravana Arco-íris pela Paz, sua missão é colaborar no processo de construção de uma sociedade ecológica, de uma cultura de paz e de um mundo unido alem de fronteiras políticas, étnicas, culturais, geográficas ou sociais.

Morada da Floresta
Rua Diogo do Couto 47, Jardim Bonfiglioli
Fone: 11 – 3735 4085 (Claudio Spínola)
www.moradadafloresta.org
moradadafloresta@gmail.com

Encontrei um texto muito interessante no site www.revistameioemidia.com.br, de autoria de Adriano Gomides. Trata de praticar marketing sem fazer propaganda. Confira abaixo um trecho do artigo, e clique no link para ler o original: http://www.revistameioemidia.com.br/revistamm.qps/Ref/PAIA-73NPW3

Não é preciso voltar muito no tempo para perceber o quanto a publicidade e propaganda ganharam terreno na vida diária de qualquer um de nós. Em São Paulo, ela quase engoliu a cidade, espremida entre cartazes e placas com todo tipo de apelos em busca da atenção de um consumidor cada vez mais anestesiado pela overdose de mensagens.

Imagine seus efeitos nos EUA, onde os gastos com publicidade dobravam a cada década entre os anos 50 e 90. Na América, a publicidade se tornou um gigante colossal que todos nós, apaixonados por ela, gostamos de imaginar como uma Meca repleta de minas do Rei Salomão. Mas esse elefante já incomoda muita gente. Saiu da TV, das placas de outdoor ou intervalos no rádio e tomou de assalto a vida de todos.

Cresceu demais. Agora, muitos já dão cautelosos passos atrás para o gigante não desabar sobre suas cabeças.

Curso em São Paulo sobre o processo de tomada de decisões por consenso, assunto muito importante para qualquer pessoa que viva e trabalhe em grupo. Divulgo abaixo as informações, e convido a todos para participar:

O Processo de Tomada de Decisões por Consenso

23 e 24 de agosto (sábado e domingo)


Carga horária:
16 horas divididas em 4 blocos
Horário: das 8:30 às 18:00 horas
Contribuição Sugerida: R$ 180,00 (incluso certificado e almoço vegetariano)

Com alegria no coração receberemos novamente Pablo Bedmar (Espanha) e Beate Walsdorff (Alemanha) na Morada da Floresta para ministrarem mais um curso sobre o Processo de Tomada de Decisões por Consenso.

Consenso
O Processo de Tomada de Decisões por Consenso é um método baseado em valores como cooperação, confiança, honestidade, criatividade, igualdade e respeito. Nestes dias muitas pessoas falam de consenso, e poucas entendem como aplicá-lo com integridade e habilidade. A técnica do Processo de Tomada de Decisões por Consenso possibilita que a liderança tradicional seja substituía por um poder circular e uma responsabilidade compartilhada, que transformam qualquer coletivo em uma força autêntica de mudança social.

Público alvo
Facilitadores, mediadores, gestores e integrantes de coletivos interessados em melhorar suas dinâmicas grupais, prevenir e resolver conflitos, e alcançar seus objetivos de uma forma participativa, justa e eficiente.

Palestrantes e Facilitadores
Pablo Bedmar (Espanha) – sócio do Inst. Internacional de Facilitação e Consenso (IIFAC)
Beate Walsdorff (Alemanha) – formada em Assistência Social e Permacultura.

Ambos são membros da Caravana Arcoíris por la Paz, uma ONG internacional de serviço social voluntário sem fins lucrativos, que desde Julho de 1996 viaja e trabalha em América Central e do Sul. Sua missão é colaborar no processo de construção de uma sociedade ecológica, de uma cultura de paz e de um mundo unido além de fronteiras políticas, étnicas, culturais, geográficas ou sociais.

Objetivos
· resolver as dificuldades que impedem os integrantes de participar da tomada de decisões de seus grupos
· ensinar aos participantes que trabalham cotidianamente com grupos a alcançar decisões excelentes seguindo um processo criativo, lúdico e eficiente de cooperação
· aumentar a capacidade de tratar processos numa dinâmica grupal, contribuindo assim com o fortalecimento de comunidades e coletivos sustentáveis
· potencializar a liderança circular e comunicação efetiva

A estrutura do curso é dividida em quatro blocos principais, tratando os seguintes temas de uma forma teórica – prática:

Bloco 1: Introdução ao processo de consenso
Introduzir mediante um estudo de manejo de poder e dinâmicas participativas para criar a base da tomada de decisões por consenso.
· definição e intenção do processo de consenso
· fontes históricas
· valores do processo

Bloco 2: O Processo
Resolução das principais dificuldades que nos impedem de participar na tomada de decisões em nossos grupos.
· seis elementos essenciais
· problemas comuns (o falso consenso)
· acordos básicos
· etapas do processo

Bloco 3: Participação em reuniões
Neste módulo se estuda através de teoria e praticas a estrutura de uma reunião produtiva e as funções necessárias para realizar ela com sucesso.
· estrutura da agenda
· funções que apóiam o processo
· como e quando fazer uma proposta

Bloco 4: O Facilitador
Breve introdução à facilitação para guiar de uma forma efetiva qualquer tipo de reuniões.
· O papel do facilitador
· Princípios
· Responsabilidades

Metodologia
O curso inclui teorias, dinâmicas práticas e materiais didáticos disponíveis por escrito. Nas horas previstas do curso está incluído tempo para descansos a cada 90 minutos para numerosos jogos e atividades práticas.

Certificação
Será entrega um Certificado Oficial do IIFAC

Morada da Floresta
Rua Diogo do Couto 47, Jardim Bonfiglioli
Fone: 11 – 3735 4085 (Claudio ou Ana Paula)
www.moradadafloresta.org
moradadafloresta@gmail.com

A revista piauí é uma das mais conceituadas do mercado atualmente. Trata de assuntos diversos de forma única, com textos muito gostosos de ler. As matérias seguem o estilo de jornalismo literário, e a publicação possui formato diferenciado, maior que o padrão, e capas com ilustrações divertidas.

Segunda-feira entrou no ar o site que a Sociale fez para a área de publicidade da revista. É voltado aos profissionais de mídia e anunciantes, com informações sobre a publicação, perfil dos leitores, dados de distribuição e muito mais. Para conhecer, visite www.sociale.com.br/piaui

Todos os clientes da Sociale que quiserem anunciar na revista ganham 50% de desconto no valor de tabela. E, como é possível escolher o valor da criação do anúncio através da própria Sociale, trata-se de um excelente negócio.

Acontecerá no próximo dia 12 de agosto, terça-feira, a quarta edição do evento Café com Blog, uma iniciativa da revista Bites e seu editor, Manoel Fernandes. É um evento que reúne muita gente importante do mercado e conta sempre com a presença de profissionais renomados em pequenas palestras que iniciam a discussão dos assuntos do evento.

Esta próxima edição é especial porque é a primeira voltada às pequenas e médias empresas do país. Seu tema é mais do que pertinente: “como as pequenas e médias empresas podem utilizar as ferramentas da web 2.0 para fazer negócios?“. Falarão sobre o assunto Marco Barcellos da Cisco, Carolina Terra do Mercado Livre, Marcio Nunes da Certisign e Fred Pacheco da Predicta.

Aproveite esta grande oportunidade para fazer contatos e aprender! E o melhor, as primeiras 10 pessoas que fizerem sua inscrição informando serem convidadas da Sociale não pagam nada. Para se inscrever, envie suas informações de contato para cafecomblog@bites.com.br.

Mais informações sobre o evento no site oficial.

Convite Café com Blog

Convite Café com Blog

Mais um artigo do professor e consultor Marcelo Miyashita, desta vez sobre como praticar o networking no dia-a-dia. O link original é este aqui: http://miyashita.com.br/?id=120&m=298

Como praticar o networking no dia-a-dia
Por Marcelo Miyashita

Networking não é um acontecimento, é um processo. Muita gente só pensa na sua rede de contatos quando precisa desesperadamente: uma meta de vendas para cumprir ou a necessidade de um novo emprego. Infelizmente, ocorre na maioria dos casos. A pessoa torna-se impertinente, irrelevante e, ainda por cima, pedinte. O verdadeiro networking ocorre justamente pela via contrária, pela via do oferecimento de ajuda, tempo, disponibilidade e proximidade. É praticar o velho lema “ajude para ser ajudado”.

Esse é o desafio do networker. Não dá para ajudarmos todos nossos contatos e nem tomarmos café com todo mundo todo mês, então, precisamos encontrar fórmulas que viabilizem essa prática. Primeiro, é preciso compreender que nossos contatos não são iguais. Aliás, há uma escala de proximidade que deve estar clara: rede de contatos, rede de conhecidos e rede de amigos. Com os contatos tivemos exatamente isso: um contato. Nada mais. É o que acontece quando trocamos cartões num evento ou quando alguém entra em contato conosco via e-mail. Já conhecidos são pessoas mais próximas – não só temos seu contato, mas também as conhecemos e somos reconhecidos por elas. É um grupo bem menor. E, claro, temos amigos, além de familiares e parentes. Claro que vamos sempre priorizar os mais próximos no nosso dia-a-dia. Ligamos, enviamos e-mails e, naturalmente, damos mais atenção e ajuda para eles. Somos networkers com amigos pois é a essência do relacionamento humano.

O ponto que precisa de mobilização e cuidado são as redes de contatos e conhecidos. Não dá para manter relações com todos como mantemos com os amigos. Até porque um bom networker consegue chegar no que chamo escala dos cinco (50 amigos, 500 conhecidos e 5000 contatos). Então, a questão é como praticar networking com as redes de conhecidos e, principalmente, com as de contatos. É preciso utilizar um pouco da base do conceito de marketing de relacionamento praticado pelas organizações. Elas estabelecem esse follow-up em massa por meio de ações de comunicação e atividades presenciais segmentadas. Por esse caminho e, sempre fornecendo algo relevante e interessante, é possível nos mantermos ativos com nossos contatos e conhecidos.

A internet tem ajudado muito nesse follow-up. Claro, é preciso praticar com inteligência. Volta e meia eu recebo contatos de pessoas que simplesmente perguntam: E aí? Tudo bem, como vão as coisas? E só. Ou pior, “oi, tudo bem, indica o meu CV para seus amigos?” (?!). O fenômeno dos blogs tem demonstrado um bom caminho. Muitos profissionais, ao criarem e manterem blogs relevantes, bem posicionados, encontram um bom motivo para, por meio de uma prestação de serviços, manterem-se ativos e gerando conhecimento para seus contatos e conhecidos. É preciso compreender que a prática do networking exige preparação e manutenção de serviços, seja por meio de um blog, seja promovendo encontros temáticos, seja, simplesmente, atuando como conector entre as pessoas – levando indicações e ajudando as pessoas, para não só pedir, mas também ajudar.

As redes sociais na internet (orkut, plaxo, linkedin) ajudam a manter os dados dos contatos e conhecidos atualizados. Nesse sentido, é uma boa ferramenta, mas, como disse, isso resolve parte do trabalho. Não adianta ter os dados limpos e atualizados se não há uma mobilização disposta a servir aos contatos e conhecidos.

Rede do Bem
Ser relevante é fundamental para manter a permissão ativa e só conseguimos isso quando prestamos serviços para nossos contatos. Só para exemplificar, eu tenho vários grupos de contatos, mas, nos últimos anos, um grupo foi ganhando forma e representatividade: meus alunos. Como leciono há 11 anos e aplico cursos abertos e in company há muito tempo também, fui formando muitos alunos. Exatos 3.409 alunos que crescem a cada nova turma ou curso que aplico. É uma massa crítica, atuante no mercado, em posição de média gerência para alta, e muitos com poder de contração e seleção em suas empresas. Todos, praticamente, preocupados com sua carreira e seu crescimento profissional.

Com meus alunos formei o que chamamos de Rede do Bem. Uma rede colaborativa e fechada (só entra na lista quem é aluno) de trocas de vagas de emprego, em que os alunos que contratam priorizam e valorizam os colegas alunos nos processos de seleção. É uma fórmula simples, baseada no envio de boletins via e-mail a cada 15 dias. De 2006, quando a rede foi criada, para cá, foram distribuídas entre os alunos 1.272 vagas de emprego! Ou seja, a cada quinzena eles recebem um comunicado com uma média de 20 vagas de emprego ofertadas pelos próprios alunos para os alunos. Por meio da Rede do Bem, consigo manter contato relevante e pertinente com eles de uma forma que não conseguiria se não buscasse prestar um serviço interessante e válido.

Por isso tudo que praticar networking dá muito trabalho. E a prática correta é totalmente inversa à percepção que algumas pessoas têm: não se faz networking explorando seus contatos para pedir coisas. Networking se faz ajudando, fornecendo, informando e prestando serviços. Mobilizando-se para as pessoas, conseguindo se manter interessante e não interesseiro. O networker é como um líder: trabalha para servir seus contatos e consegue com eles mais envolvimento, comprometimento e colaboração.

O teletrabalho é uma realidade nos dias atuais e oferece muitos benefícios para empresas e funcionários. Mas o que é exatamente o teletrabalho? E quais são suas vantagens? Para introduzir este assunto publico abaixo um texto de Manuel Martin Pino Estrada, um estudioso que pesquisa o teletrabalho e os seus impactos no dia-a-dia. Este texto foi originalmente publicado no blog Chega de Trânsito.

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Definição e vantagens do teletrabalho

Por Manuel Martin Pino Estrada

1. Definição e características

Define-se teletrabalho como a transmissão da informação conjuntamente com o deslocamento do trabalhador, através de antigas e novas tecnologias da informação,  em virtude de uma relação de trabalho, permitindo a execução à distância, prescindindo da presença física do trabalhador em lugar específico de trabalho.

Teletrabalhador é aquela pessoa que desenvolve atividades laborais através de antigas e novas tecnologias de informação e comunicação, distante da sede da empresa ou da pessoa física à qual presta serviços(1).

O teletrabalho assenta num novo paradigma, em que o trabalho deve ir ao encontro do trabalhador em vez de ser este a ter de ir diariamente ao encontro do trabalho. Essencialmente, baseia-se numa descentralização física acompanhada por uma descentralização da informação, o que hoje se chama uma forma de trabalho distribuída(2).

Sendo, por isso, uma atividade profissional exercida à distância, graças à utilização interativa das novas tecnologias de informação e de comunicação (TIC), que diz respeito ao “trabalho por conta de outrem ou independente, e interessa a todas as tarefas que compreendam a utilização, tratamento, análise, ou produção de informação”(3).

Estas definições ajudam-nos a acentuar quatro componentes fundamentais, ao conceito do “teletrabalho”, a saber:

i) Por um lado, o fato de se exercer à distância, por intermédio de infra-estruturas de telecomunicações, com efetiva deslocalização física do exercício ou da prestação do trabalho;

ii) Com a utilização das tecnologias de informação e de comunicação (TIC) de modo interativo, diferido ou direto, que “tem provocado uma transformação da natureza e das condições de exercício do trabalho, com crescente intermediação das redes de pessoas e de tecnologias para se viver e trabalhar à distância, no fundo para teletrabalhar”.

iii) Por outro, a flexibilidade do/no exercício do trabalho, no que diz respeito às suas variadas formas ou modalidade de exercício e de tempo de realização. A flexibilidade no exercício do trabalho, emerge como uma das componentes mais importantes no teletrabalho, no exato sentido em que coloca em causa a organização tradicional do trabalho, com transformação da natureza das atividades humanas através da desmaterialização desse mesmo trabalho

iv) Por fim, e decorrente da necessidade de existir “interesse econômico para as empresas” e para as pessoas, pensamos ser importante acrescentarmos uma perspectiva de melhoria econômica e de produtividade no trabalho prestado, assente na idéia de redução de encargos financeiros, de esforços, de energia, de recursos, de tempos, etc (4).

Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT) o teletrabalho é qualquer trabalho realizado num lugar onde, longe dos escritórios ou oficinas centrais, o trabalhador não mantém um contato pessoal com seus colegas, mas pode comunicar-se com eles por meio das novas tecnologias (5).

2. Vantagens do teletrabalho

2.1. Para a empresa, as vantagens são as que seguem:

a) Redução em despesas com imobiliário pela diminuição do espaço no escritório;
b) o teletrabalhador dificilmente estará “ausente”;
c) oportunidade para a empresa operar as 24 horas globalmente;
d) em caso de catástrofes que não bloqueiem as telecomunicações, as atividades feitas pelos teletrabalhadores não sofrerão suspensão;
e) maior motivação e produtividade  dos empregados;
f) redução dos níveis hierárquicos intermediários, possibilitando conservar o pessoal mais qualificado, oferecendo-lhe melhores vantagens de localização.

2.2. Para a sociedade e o governo são as seguintes:

a) Geração de empregos;
b) diminuição nos congestionamentos nas grandes cidades, especialmente nos horários de rush;
c) redução da poluição ambiental;
d) maior quantidade de empregos nas zonas rurais;
e) redução com os gastos de combustível;
f) melhor organização do território;
g) promoção e desenvolvimento dos subúrbios e das regiões rurais.

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Notas:

(1) Definições feitas pelo autor.
(2) LANCASTRE, José Garcez de. Estudo sobre as Modalidades Distribuídas e Flexíveis de Trabalho no Contexto Empresarial Português – O Teletrabalho. Fundo Social Europeu e Governo da República Portuguesa. Lisboa – Portugal, 2006.
(3) RUBINSTEIN, Michel. L ´impact de la domotique sur le functions urbaines. Fondation Européenne pour Famélioration dês conditions de vê et de travail. Dublin – Irlanda, 1993.
(4) LEMESLE, Raymond Marin & MAROT, Jean Claude. Le Télétravail. PUF, Collection Que sais – je?, Paris – França, 1994
(5) GBEZO, Bernard E. Otro modo de trabajar: la revolución del teletrabajo. Trabajo, revista da OIT, n. 14, dez de 1995.

Que todo empreendedor deve sempre estar bem informado, nem é preciso dizer. Para uma empresa ser competitiva seu proprietário e funcionários devem conhecer tendências, novidades, melhores práticas, enfim, uma infinidade de coisas.

Mas onde conseguir estas informações? Como fazer para navegar no vastíssimo mar de conhecimento que é a internet? Para ajudar os pequenos, médios e grandes empresários, listei abaixo alguns sites onde há muita informação de qualidade, e sempre de graça:

HSM On-line – portal da HSM Management. Trata-se de um site com muitas informações interessantes, artigos, entrevistas e demais conteúdos sobre gerenciamento de empresas, marketing etc. A entidade também promove importantes eventos como o Fórum Mundial de Marketing & Vendas, com o conteúdo das palestras disponibilizado gratuitamente através de podcasts.

Portal da Administração – artigos de diversos profissionais do mercado sobre, obviamente, administração.

Webinsider – textos focados em tecnologia, mas há espaço também para outros assuntos relacionados. Site muito bom. Até mesmo um artigo de minha autoria já foi publicado lá.

Duct Tape Marketing – dicas para pequenos empresários. Site em inglês.

Small Business Trends – o nome já diz tudo, tendências para as pequenas empresas. Site em inglês.

Google Trends – o que as pessoas estão buscando no maior site de buscas do planeta?

Claro que existem ainda muitos outros sites, além daqueles focados em assuntos específicos como finanças, biologia etc. Colabore incluindo mais sites a essa lista, mande seu comentário!

A FGV tem sempre cursos e eventos interessantes. Recebi um e-mail sobre um evento intitulado “Farmácias – desafios e oportunidades“. Vai ocorrer dia 29/05. Se você é dono de um farmácia ou se interessa no assunto, vale a pena participar.

Informações – clique aqui.

O professor Yochai Benkler fez uma palestra no TED a respeito do rumo que a economia está tomando nos dias de hoje, falando principalmente do impacto dos projetos colaborativos como a Sociale. Para ele, projetos desse tipo estão criando uma nova ordem econômica, na qual indivíduos podem concorrer em pé de igualdade com indústrias gigantescas. O vídeo tem cerca de 18 minutos e está em inglês. Para ver, clique aqui.

É muito interessante para empresas de todos os tamanhos. Devemos pensar em como utilizar esses projetos a favor de nossas empresas, ou mesmo pensar em criar algo utilizando o conceito de colaboração. Ainda há espaço para muitas iniciativas.

Eu, como grande parte dos brasileiros, já fui cliente de muitos bancos. Atualmente quem me atende é o Unibanco. Nunca tive muitos problemas com ele, mas resolvi contar o que aconteceu na semana passada porque acredito que devemos aprender com os erros dos outros. No final do meu relato listo algumas lições aprendidas com esta história.

Possuo um cartão de crédito do Unibanco que utilizo desde 2005, fazendo compras com ele praticamente todos os meses desde que o recebi. Nunca perdi ou tive meu cartão roubado, e a fatura sempre foi paga em dia. Nunca nem mesmo uma compra errada foi incluída por engano em minha fatura. Para minha surpresa, recebi um telegrama do banco com o seguinte texto:

Nosso sistema de prevenção detectou risco de fraude em seu cartão Unicard Visa.
A Unicard, preocupada com a sua comodidade e segurança na utilização, providenciou o envio de um novo cartão que será entregue em até 10 dias úteis, ao recebê-lo entre em contato com a Central de Atendimento para desbloqueá-lo.

Me pareceu grave e liguei imediatamente para a Central. Logo imaginei que alguém fez ou tentou fazer uma compra utilizando um cartão clonado ou mesmo o número do meu cartão. Ou pior, algum hacker se apoderou dos meus dados e está fazendo compras internacionais caríssimas que eu não poderei pagar.

Ao ser atendido na Central, expliquei meu problema e fui transferido para o setor responsável. Contei novamente meu problema à atendente e informei sobre a correspondência que recebi. O primeiro sinal de que a experiência seria ruim foi notar que a atendente estava sem paciência e parecia querer encerrar logo a ligação. Indaguei sobre o tal “risco de fraude”, e fui informado que é o risco de alguém fazer, no futuro, compras indevidas usando meu cartão. Uau! Mais óbvio impossível.

Certo, mas por que foi detectado este risco no meu cartão? Não houve resposta. A atendente conferiu comigo as últimas compras realizadas. Nada de errado. Perguntei novamente sobre o “risco de fraude”, e a atendente apenas repetiu o que me havia dito (provavelmente era a única informação que ela tinha, mesmo). Pedi para falar com o setor responsável, e fui informado que era um setor restrito e que eu não poderia falar com eles. Genial.

Então quer dizer que meu cartão de crédito corre um “risco de fraude” mas o banco não pode me explicar qual risco é esse? Sim. Aleguei que todo cartão de crédito possui risco de fraude, e a atendente me desafiou. Eu pagaria possíveis compras fraudulentas feitas com meu cartão? Retruquei na mesma moeda: o banco me garante que meu novo cartão não terá “risco de fraude”? Silêncio do outro lado da linha.

Agora a melhor parte: a atendente me informa que o meu cartão foi bloqueado e que eu devo aguardar o novo cartão, que chegará em até 10 dias úteis. Caso eu queira fazer alguma compra nesse meio tempo deverei ligar na central e solicitar o desbloqueio, fazer a compra e depois solicitar o bloqueio. E quem vai pagar minha conta de telefone?

Releio a correspondência do banco com um suspiro. “A Unicard, preocupada com a sua comodidade…”. Claro que sim. É muito cômodo ter que desbloquear meu cartão por telefone sempre que quiser utilizá-lo.

Tentei negociar outras soluções, mas não foi possível. O remédio era apenas aguardar a entrega do novo cartão. A atendente finaliza a ligação com a frase “posso lhe ajudar com mais alguma coisa?”. Me ajudar? Mas o banco só atrapalhou minha vida!

Ontem meu novo cartão chegou pelo correio. A primeira frase da carta é “Estamos atendendo a sua solicitação de emissão do seu cartão Unicard.”. Só rindo, mesmo.

Lições:

1. Tenha a melhor equipe de atendimento ao cliente possível - quem fala diretamente com seu cliente deve ser alegre, solícito, responsável e, principalmente, paciente. É a imagem da sua empresa que está em jogo. Contrate os melhores e os remunere justamente.

2. Dê informações claras ao seu cliente – se há algum problema conte tudo ao seu cliente. Ele pode não gostar do que vai ouvir, mas pelo menos terá a imagem de que sua empresa é honesta e se preocupa com ele.

3. Tenha especial cuidado com a comunicação com seus clientes – se o seu cliente não solicitou um novo cartão, não diga isso a ele. Mantenha seu banco de dados atualizado com a situação de cada cliente, e tenha uma correspondência diferente para cada situação.

4. Reconheça seus erros e não atrapalhe a vida do cliente - pior que um fornecedor ruim é um fornecedor que atrapalha a vida. Se perceber que errou, faça o que for preciso mas não atrapalhe seu cliente.

Artigo de minha autoria publicado no site Webinsider. Para ler no site original, clique aqui.

Propaganda: um modelo novo entre agência e cliente?

26 de fevereiro de 2008, 16:59

Utilizando o conceito de comunidades, sites permitem que empresas interessadas em anunciar preencham um briefing para materiais de comunicação e campanhas e estipulem um preço. Do outro lado, profissionais aceitam o risco e apresentam sugestões.

Por Franco Rosário

Algum tempo atrás, quando começou a chamada web 2.0, o conceito de “propaganda colaborativa” significava a mesma coisa que “propaganda gerada pelo consumidor”. Dentro desta visão, ficou famoso o comercial do salgadinho Doritos, exibido no intervalo do Superbowl, nos Estados Unidos, em fevereiro de 2007.

De uns tempos para cá, entretanto, o conceito está sendo modificado com a criação de sites que misturam serviços de publicidade e comunidade, com impactos para o mercado como um todo.

O primeiro site com este novo conceito foi o brasileiro Sociale Comunicação, lançado em dezembro de 2006, seguido pelo OpenAd. Embora com algumas diferenças, ambos os sites reúnem, de um lado, empresas com necessidades de comunicação, e, de outro lado, profissionais criativos capazes de suprir essas necessidades. Praticamente um ano depois, em novembro de 2007, surgiu o BootB, com aspirações mundiais e seu site em várias linguas.

O funcionamento dos três sites é parecido. Tratando mais especificamente da Sociale, cada trabalho funciona como uma pequena concorrência. O cliente escolhe o material que deseja e preenche um briefing detalhando a peça. O pedido é então publicado no site e exibido aos profissionais criativos. Aqueles que se interessarem pelo trabalho criam sugestões para o material solicitado e mostram ao cliente, que escolhe a opção que mais gostar. O profissional criador da solução vencedora fica com o dinheiro do trabalho.

O grande diferencial do sistema é que não é mais o criativo quem estabelece o valor da criação, mas o cliente. Ele é quem informa o valor que está disposto a pagar. E, por outro lado, os profissionais criativos optam por participar apenas dos trabalhos que quiserem, podendo rejeitar aqueles que, por exemplo, oferecem uma remuneração baixa. Tem-se, assim, um sistema que se auto-regula.

Implicações para empresas e profissionais

Todos os envolvidos neste novo modelo possuem benefícios e correm riscos que podem ser calculados. O principal benefício é que há uma democratização dos serviços de publicidade. Empresas de todos os tamanhos podem utilizar o sistema, uma vez que o valor é estabelecido por elas. Além disso, os profissionais de criação também são livres para escolher fazer apenas os trabalhos que lhes interessam.

Quanto aos riscos, um cliente pode ficar sem receber opções criativas para um determinado trabalho cujo valor seja muito baixo ou que demande muito esforço. Já os profissionais criativos podem, por exemplo, participar de muitos trabalhos sem terem suas opções escolhidas em nenhum. O mais importante, entretanto, é que há liberdade para todos os envolvidos e a possibilidade de tomar as próprias decisões.

Como todo modelo novo, este recebe elogios e críticas. Se por um lado há aqueles que entendem que muita liberdade faz bem, outros acreditam que ela pode até causar uma desvalorização dos serviços de publicidade.

Discussões à parte, a propaganda colaborativa vem ganhando cada vez mais espaço na mídia e entre as empresas e profissionais. Qual a sua opinião?

[Webinsider]

Em dezembro de 2006 lancei com meu sócio Flávio Demarchi a Sociale Comunicação, a primeira ferramenta de propaganda colaborativa do mundo. Ela surgiu de uma idéia que tive 6 meses antes, caminhando por uma grande avenida de São Paulo rumo ao terceiro ônibus do dia, um dos 2 que deveria pegar para voltar para casa. Na época trabalhava em uma agência de publicidade na Vila Olímpia, e, enquanto andava, pensava que deveria haver uma forma de trabalhar sem precisar sair de casa, com mais liberdade de tempo, aproveitando a internet e as ferramentas de comunicação instantânea. A idéia simplesmente surgiu em minha mente e tomei a iniciativa de me dedicar a ela em tempo integral, o que venho fazendo desde então.

Para quem não conhece, a Sociale é um site que une empresas e entidades que possuem necessidades de comunicação (Clientes) com profissionais que podem suprir estas necessidades (Colaboradores). É uma idéia inovadora. Era única no mundo até o surgimento, em novembro de 2007, do site BootB, que possui o mesmíssimo conceito e funciona de forma muito parecida.

Cada trabalho dentro da Sociale é como se fosse uma pequena concorrência. Quando um Cliente solicita a criação de um material, os Colaboradores analisam o pedido e aqueles que se interessarem desenvolvem opções criativas. O Cliente escolhe a melhor opção e solicita as alterações para que a peça fique do jeito que quiser. O Cliente ainda escolhe o valor a pagar pela criação e o prazo para receber as opções. No site há um vídeo que explica melhor seu funcionamento.

Escrevi todo esse texto sobre a empresa porque estamos entrando em uma nova fase. Depois de passarmos 2007 testando e melhorando o sistema, estamos lançando uma nova versão da nossa ferramenta. O endereço é o mesmo – www.sociale.com.br. Estamos convencidos de que este ano a Sociale irá crescer muito e que o conceito de propaganda colaborativa irá se espalhar. Apesar de ser novidade, é o tipo de serviço que supre as necessidades de empresas de todos os tipos, sem contar a dos profissionais de publicidade que buscam novas formas de trabalho.

Por favor, visite o site e entre em contato para nos enviar suas dúvidas e sugestões. Para falar diretamente comigo, envie um e-mail para franco@sociale.com.br

Os bancos privados e públicos do país têm obtido lucro recorde há algum tempo. E não é pouco dinheiro! Alguns deles lucram bilhões de reais. Independente da forma como esse lucro é obtido, os bancos têm muito a ensinar a qualquer empresa no que diz respeito à administração, ao marketing e ao atendimento ao consumidor. Seja através de bons ou maus exemplos. Compilei abaixo 4 lições que aprendi observando a atuação de alguns bancos:

  • Faça seu cliente trabalhar para você e diminua custos: uma grande sacada dos bancos em todo mundo é o auto-atendimento. Através da internet ou dos caixas eletrônicos, por exemplo, os bancos eliminaram custos fazendo com que seus clientes resolvessem sozinhos muitas operações. Identifique nos processos de sua empresa operações que os clientes possam resolver por si mesmos, e forneça meios para isso. Além de oferecer a praticidade, você reduzirá custos.
  • Atender bem o cliente faz diferença: esta é uma das coisas que os bancos não fazem direito. Não conheço ninguém que se diz satisfeito com o atendimento recebido dentro das agências bancárias. Em geral, poucos caixas atendem, com má vontade, as pessoas que aguardam em pé na fila. As pessoas só voltam às agências por necessidade, mas o mesmo pode não acontecer com o seu negócio. Garanta bom atendimento aos seus clientes para estimular a sua frequência em seu ponto-de-venda.
  • Classifique seus clientes: o mau atendimento dos bancos geralmente é dado apenas aos clientes comuns. Os clientes “premium” são muito bem atendidos. Quase a totalidade dos bancos classifica seus clientes e os agrupa em função de variáveis que fazem sentido ao seu negócio: rentabilidade, movimentação financeira, volume de investimentos etc. E, além de classificá-los, os bancos atendem de forma diferenciada os clientes que lhe trazem mais lucro. Sua empresa deve fazer o mesmo. Invista tempo e dinheiro no relacionamento com seus clientes mais importantes para conseguir aumentar seu volume de negócios com eles.
  • Invista em sua marca e em sua comunicação: a marca Itaú é a mais valiosa do país, segundo pesquisa da Interbrand. A mesma pesquisa aponta outras 3 marcas de bancos entre as primeiras 10 marcas mais valiosas. Os bancos atingiram este resultado investindo não apenas em gestão, mas também em comunicação. Se você quer que a sua marca seja valiosa, comece desde já a cuidar dela e a comunicá-la a seu público-alvo.

Muitas outras lições podem ser aprendidas com os bancos nacionais e estrangeiros. Contribua com a sua nos comentários.

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